Mark Daniel Maloney, Presidente 2019-20 do Rotary International
Mark Daniel Maloney, Presidente 2019-20 do Rotary International

Adoro viajar! Eu até gosto de todo o processo antes de se chegar ao destino. Mas, no ano passado, minha esposa Gay e eu tivemos uma daquelas experiências que desanimariam até mesmo o viajante mais alegre e otimista. Estávamos lá, presos por seis horas num aeroporto que não estava na nossa programação, num dia em que não tínhamos planejado estar viajando, tendo acordado naquela manhã num hotel fora dos planos. Enfim, era um daqueles dias.

Enquanto esperávamos no Aeroporto Internacional John Kennedy, em Nova York, Gay e eu decidimos andar pelos arredores. Andamos de um extremo ao outro do terminal e voltamos, olhando cada portão, cada destino, cada grupo de pessoas esperando por seus voos.

Cada portão era sua própria ilha representando parte da humanidade. Quando caminhamos pela parte central do terminal era como estar em Nova York, navegando no grande rio lotado de gente do mundo inteiro. Mas, bastava sair dali e entrar na área de algum portão de embarque e a sensação era de estar em Nova Délhi, Paris ou Tel Aviv.

Quando começamos a caminhada pensei: “Tantas pessoas diferentes, de tantos países diferentes, todas reunidos no mesmo lugar. Isto é como o Rotary!”. Mas conforme passávamos de um portão para outro percebi algo. Aquilo não era nada parecido com o Rotary. Porque todos que estavam na parte central do terminal, no grande rio, se dirigiam para a sua própria ilha e cada ilha continuava a ser o que era: uma ilha.

Quem ia para Taipé falava ’com os seus conterrâneos, mas não com as pessoas que iam para o Cairo ou Lagos.

Compare isso ao Rotary.

O Rotary permite que nos conectemos uns com os outros, de maneira profunda e significativa, mesmo que tenhamos várias diferenças. Ele nos conecta com pessoas que nunca teríamos conhecido de outra forma, que são mais parecidas conosco do que jamais poderíamos ter imaginado. Ele nos conecta às nossas comunidades, às oportunidades profissionais e àqueles que precisam de nós.

A conexão é o que torna a experiência rotária tão especial comparada ao terminal do aeroporto JFK. No Rotary, nenhum de nós é uma ilha. Todos nós estamos juntos, seja lá quem formos, onde quer que estejamos, qual seja o idioma que falamos ou as tradições que seguimos. Estamos todos conectados uns com os outros, não apenas no clube e no lugar em que ele está inserido, mas também na comunidade global à qual todos nós pertencemos.

Esta conexão é o cerne do movimento rotário. É o que nos atrai ao Rotary e o que nos faz ficar. Junte-se aos seus companheiros rotarianos neste ano em que O Rotary Conecta o Mundo.


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